Português com os Inspetores

Entrar em sala de aula para transmitir um recado e atender professores, pais e alunos. O trabalho dos inspetores do Band exige, quase que constantemente, a comunicação. Para que esses profissionais possam desenvolver suas habilidades e refletir sobre a Língua Portuguesa, a professora Cátia Luciana ministra aulas semanais a um grupo de 24 inspetores do colégio.


O resultado das oficinas está exposto no pátio do Band

O projeto começou em 2008, por sugestão do professor Álvaro Zimmermann, que percebeu que esse poderia ser um grande benefício pessoal e profissional para os inspetores. “Temos um grupo muito heterogêneo e muito rico. No começo a timidez era um obstáculo, mas hoje em dia eles se colocam muito bem e temos ótimas discussões em sala”, conta a professora Cátia. O curso não é voltado a um aspecto da língua, mas estimula a reflexão sobre a comunicação e a linguagem, não apenas como uma disciplina escolar, mas como uma ferramenta de trabalho. Estudo de gêneros textuais, adequação de linguagem são alguns dos temas abordados. “É uma aula muito descontraída, a gente aprende muito e se diverte junto”, conta o Inspetor Edgar de Oliveira.

O trabalho de 2011 esteve especialmente voltado para oralidade, as variações linguísticas, a construção de uma imagem no processo de comunicação e os diferentes tipos de discurso. A turma analisou diferentes tipos de depoimento e, como atividade final, os alunos elaboraram um depoimento próprio, sobre aspectos da rotina de trabalho no Band. “O depoimento tinha que ser real, ter a cara deles”, conta a professora Cátia.

Confira aqui o Blog do projeto.

Conhecendo as histórias dos inspetores

Todos os dias estamos sujeitos a viver experiências marcantes, sejam elas tristes, divertidas, constrangedoras, angustiantes, emocionantes, gratificantes… Como e por que contá-las? Foi pensando nisso que trabalhamos no último bimestre de 2011 com o gênero depoimento nas modalidades escrita e oral da língua portuguesa e em diferentes suportes. Os depoimentos que você vai ler e ouvir aqui resgatam algumas das situações vividas pelo inspetor no Colégio Bandeirantes. Divirta-se, emocione-se, reflita.

 

ONG do amor

Inspetor Robertinho

Uma situação triste e ao mesmo tempo edificante eu tive a oportunidade de vivenciar quando, em um dia do mês de setembro, fui escalado para trabalhar no bloco D do colégio, onde se realiza a ONG Vidas, que tem como responsável a profa. Patrícia. Neste dia, eu vi crianças e adolescentes deficientes com seus pais ao lado, brincando, sorridentes, praticando esportes, felizes, mesmo a maioria deles com restrição de mobilidade.

Eu tive a oportunidade de conversar com alguns e percebi que, mesmo com tantos problemas, eles têm a cabeça boa. Foi triste e ao mesmo tempo edificante, pois serviu para eu enxergar os meus problemas com outra visão, não só para mim, mas para todos que conhecem o trabalho da profa. Patrícia.

Parabéns a todos que participam da ONG Vidas.

Inspetor Robertinho

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Minha apresentação no Café com Talento

Inspetor Oscar

No Café com Talento me chamaram para falar como eu cheguei até o Colégio Bandeirantes. Foi no mês de junho, na sala dos professores. Para mim foi muito difícil, pois sou um pouco tímido e a sala dos professores estava cheia de funcionários, professores e diretores. Por dentro eu estava um pouco nervoso para enfrentar aquela situação. Quando chegou a hora de eu falar, eu fiquei um pouco com medo, me apresentei para todos que estavam na sala e comecei a contar um pouco da minha vida e como havia chegado ao Colégio Bandeirantes. No começo foi difícil, mas eu comecei a me soltar um pouco e consegui me expressar bem, tirei um pouco da timidez e no fundo não foi uma coisa tão difícil como eu achava no começo.

Inspetor Oscar

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Vivendo e aprendendo sempre

Inspetor José Roberto

Um dia estava me trocando no vestiário e esqueci minha blusa em cima do banco. Fui para meu setor de trabalho e quando eu cheguei no setor eu lembrei que tinha esquecido minha blusa em cima do banco. Voltei para guardar a blusa e não a encontrei mais.

Outro dia também eu esqueci um guarda-chuva no vestiário, voltei uns 10 minutos depois e não encontrei mais o guarda-chuva.

É constrangedora e vergonhosa essa situação: esquecer um objeto no vestiário e logo em seguida você voltar para pegar seu objeto e não encontrá-lo mais.

Para evitar esse tipo de problema, era muito útil a gente ter um vestiário só para os inspetores.

Inspetor José Roberto

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O bom trabalho edifica o homem

Inspetor Celso

No final de 2010, estando eu na recepção do colégio, me ocorreu algo que para mim foi muito gratificante. Foi por volta de 12h30, em algum dia da semana, quando do pátio subiram um grupo de alunos do 3º. ano de Humanas,  eufóricos por terem fechado em todas as matérias. Vieram em minha direção dizendo: “Oh tio, obrigado por tudo”. Estas simples palavras estão gravadas na minha memória, pois a impressão que tive é que, de alguma forma, nós funcionários ajudamos na formação destes alunos.

Inspetor Celso

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Caminhando com Deus

Inspetor Cláudio

Tristeza é uma palavra que eu vou carregar para o resto da minha vida.

Perdi meu filho em um acidente terrível em 22 de dezembro de 2010 e, logo no ano seguinte, dia 14 de setembro, perdi a minha mãe.

E não bastasse tanta dor e perda, a minha esposa está doente.

Mas uma coisa com que fiquei muito alegre foi o gesto de carinho que todos têm comigo no colégio: professores, funcionários e alunos.

Um carinho tão grande, que eu jamais imaginava. Mesmo com tanta dor que sinto em minha vida, o carinho dessas pessoas tão especiais está me dando muita força para continuar a lutar com esta tristeza.

E é muito emocionante ter pessoas alegres e felizes em minha vida em um momento tão difícil, em que a dor é insuportável.

Obrigado a todos.

Inspetor Cláudio

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O meu primeiro dia no Bandeirantes

Inspetor Franciano

Comecei no Bandeirantes no dia 19 de novembro de 2001, era para eu entrar às 13h24, mas cheguei às 12h00. O encarregado, sr. Sebastião, me levou para eu conhecer o Colégio, pois, nos primeiros dias de trabalho, o funcionário passava por um período de adaptação e ficava cada dia num setor diferente.

Após ter me apresentado para os funcionários, ele me deixou no pátio com o inspetor José Roberto, foi bem no momento em que estavam saindo os alunos do Ensino Médio e chegando os do Fundamental. Naquele momento eu estava muito nervoso e chegou uma aluna da 7ª. série e começou a conversar com José Roberto. De repente, ela pegou o meu crachá e ia saindo, eu estava tão nervoso que fiquei parado sem saber o que fazer. Foi quando o José Roberto interveio e mandou-a devolver.

Inspetor Franciano

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Ossos do ofício

Inspetor Paulo Sérgio

Meu primeiro dia de trabalho, no Colégio Bandeirantes, foi muito bom.

Estava escalado para ficar na Recepção. Tudo era novidade e contava ainda com o nervosismo do primeiro dia, mas, graças a Deus, tudo estava dando certo, estava prestes a encerrar o dia com chave de ouro.

No entanto, às 18h40, quase nos descontos do segundo tempo, entre um senhor distinto. Eu o cumprimentei: “Boa noite, posso ajudar?” Ele então respondeu: “Boa noite, sou o diretor presidente do Colégio”.

Já viram tudo não é? O coração disparou e veio a sensação de que havia cometido uma gafe. Logo em seguida percebi eu não, pois ainda não o conhecia. Ele, por sua vez, foi muito simpático.

Eu estava apenas desempenhando o meu papel, no final deu tudo certo, graças a Deus.

Tudo isso aconteceu no dia 15 de abril de 2008.

Inspetor Paulo Sérgio

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Socorro precipitado

Inspetor Walteir

Certo dia estava eu no meu setor de trabalho, o pátio. Por volta das 08:30h, chegou meu parceiro de trabalho, ou seja, do mesmo setor, empurrando um cadeirante e me disse que era para eu levá-lo ao Hospital Santa Rita.

Eu, meio sem jeito, sem saber o que fazer e não querendo dizer não, peguei o funcionário e saí empurrando-o feito louco. Saí pelo corredor que dá acesso ao elevador apropriado e saí pelo portão B da Rua Estela e fui me matando entre as calçadas esburacadas da cidade. Tinha hora que o cadeirante quase caía da cadeira! Passei um sufoco, mas tomei todos os cuidados cabíveis, enfim tudo correu muito bem. Na volta, tomamos um táxi. Na verdade, era para meu parceiro leva-lo, mas achou mais fácil passar a bola para frente. E depois foi só risos, porque era para irmos de táxi, mas eu não entendi e acabei pagando este mico.

Inspetor Walteir

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